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sábado, 8 de outubro de 2016

AnáliseMorte: The Legend of Zelda - A Link Between Worlds - Entenda LBW.

The Legend of Zelda - A Link Between Worlds



É The Legend of Zelda - A Link Between Worlds!

Eu sei, acabei de postar uma análise sobre Zelda e já trouxe mais uma... Na real eu nem tinha planejado analisar esse jogo agora (dentre os Zeldas planejados, esse não fazia parte) mas eu me empolguei e joguei, zerei e interpretei e tipo, preciso postar.

Esse jogo me impressionou pela simplicidade, nostalgia e humor, mas o fator que me empolgou foi, como sempre, o enredo. Eu fiquei pasmo com as revelações e descobertas e me surpreendi bonito no final. Se você quer conhecer meu ponto de vista e a história de "LBW", é só continuar sua leitura.

Mas lembre-se: Spoilers são a alma do negócio.

Boa leitura!

Antes de começar, caso queira, você pode ler as demais análises de Zelda feitas até então.

The Legend of Zelda

A link to the Past

Ocarina of Time

Wind Waker

Majora's Mask

Twilight Princess


Reparou que tem um em destaque? Pois é, esse é o que eu realmente recomendo que leia antes dessa aqui, pois basicamente irei mencionar esse jogo várias e várias vezes.

Curiosamente, eu fiz algo parecido na análise de Twilight Princess... pois ele também se liga ao mesmo jogo.



"A link to the Past" é um jogo chave, que inspirou outras histórias da franquia Zelda, além de ter sido o percursor das divisões da Triforce... mas não é de "The Past" que falarei, e sim de sua continuação direta: Between Worlds ("LBW", onde pra abreviar é melhor colocar o "L" de "Link" pois logo haverá outro Zelda com as iniciais "BW" então, é melhor prevenir pra não confundir).



"LBW" faz muitas referências a vários jogos da franquia, mas sua ligação com "The Past" é evidente, visto que a jogabilidade, a forma de visão (de cima) e os mapas são os mesmos. Os gráficos mudaram um pouco, estão mais detalhados e cartunescos, não chegando ao mesmo nível dos cabeçudos de Wind Waker, mas ainda assim bastante coloridos e animados.



Mas tem muitas referências que não passam de easter eggs, e até podem confundir na hora de interpretar...


Isso é um simples Easter Egg, tipo a Ocarina do Tempo ali no quadro também. Mas, nada disso liga LBW a Majora's Mask ou Ocarina of Time, isso é apenas uma referência estilo easter egg, algo bem comum em LBW, que não tem qualquer impacto no enredo.
A história, se passa no mesmo universo de "The Past" mas ela engana, pois usa o esquema de "viagem entre mundos" e por um tempo, até o final do jogo, faz parecer que o segundo mundo (conhecido como "Otherworld") é o mesmo de "The Past"... porém ao término do jogo, após a revelação final, descobre-se que na verdade é um mundo inédito. 



Basicamente, em "The Past" visitamos o Mundo das Sombras todo ferrado paralelo ao Mundo da Luz (o mundo normal) que até o final do jogo deixa a impressão de que é uma viagem no tempo (entre futuro e passado) mas na real, era uma passagem pro mundo das sombras o tempo todo. 



Em "LBW", algo parecido ocorre, onde transitamos entre o Mundo da Luz e o que parece ser o Mundo das Sombras de "The Past", com direito até mesmo as mesmas criaturas, visuais gerais e trilhas sonoras... mas no final é revelado que esse mundo vai além de uma mera sombra.



Antes de revelar o enredo ao falar dos personagens, vou falar um pouco da jogabilidade, pois há muitas coisas legais pra se destacar.



"LBW" é exclusivo de 3DS, sendo o primeiro Zelda inédito pro portátil (antes disso teve o relançamento do Ocarina of Time em 3D). O jogo foi totalmente desenhado pra aproveitar ao máximo a experiência "3D" do portátil, mas apesar de bem legal, há suas desvantagens.



O efeito "3D" do 3DS é meio maluco, onde o jogador não precisa usar óculos, mas precisa ajustar o visor da tela superior e o nível tridimensional para seus olhos, além de manter a cabeça praticamente imóvel e na posição exata pro efeito funcionar, caso contrário fica tudo embaçado. 


O efeito não é tão simples quanto no gif acima. Ele passa uma sensação de imersão e profundidade e sim, fica em 3D mesmo, mas... é complicado de jogar com esse efeito ativado, pois o menor movimento no 3DS já desfoca e é preciso reajustar. Na verdade, com um pouco de prática, da pra jogar tranquilo com o efeito no máximo... mas depois o jogador fica vesgo. 



Porém, "LBW" foi desenvolvido pra explorar justamente a "profundidade" do jogo. Os mapas são com várias camadas e andares. Em "The Past" mesmo já tinha um esquema de profundidade com morrinhos, buracos e afins, destacados pelas sombras, mas em "LBW" a coisa vai além, e são várias e várias camadas de profundidade diferentes. Por exemplo, há uma parte em que é preciso pular de plataformas dentro de uma montanha de lava, da pra ver as plataformas la embaixo e ao pular, tudo flui perfeitamente e percebe-se a profundidade. Com o efeito 3D a coisa fica realista e da até pra sentir a altura (eu, que tenho problemas com altura, fiquei até com frio na espinha nessas partes...).



Não é de surpreender que "LBW" tenha explorado esse fator ao máximo, pois todo Zelda tem praticamente como obrigação, usar o máximo de sua plataforma ou portátil. 



A tela superior do 3DS é a que possui o sistema 3D, sendo a de baixo a com Touch. Ela também é utilizada pelo jogo, como uma tela de menu, seleção de itens e mapa, enquanto na tela superior é onde o jogo se passa. Isso é meio que o inverso do que ocorre nos jogos exclusivos de DS, onde o destaque era justamente a Tela inferior com Touchscreen... e apesar do modelo do DS e do 3DS ser basicamente o mesmo, "LBW" prefere explorar o sistema 3D ao máximo e deixar o touchscreen meio de lado... nada contra, mas faz um pouco de falta principalmente quando se conhece os jogos exclusivos do DS, tais quais usavam o touch ao máximo, algo que era bem divertido (tipo, desenhar pra responder puzzles... mas eu falo disso na análise dos Zeldas de DS).



Como movimentos, podemos Andar (com o analógico), Bater com a Espada e Interagir com Personagens e Objetos (com o botão A). 




Claro que a cada novo equipamento, surge novos movimentos como Correr... 




Nadar e Mergulhar... 


Levantar e Jogar Pedras... 


Mas o movimento de destaque esta na habilidade principal do jogo: Virar Desenho.



O personagem simplesmente se transforma em um desenho e pode andar em paredes ou superfícies planas, atravessar rachaduras retas e até atravessar fendas dimensionais entre os dois mundos.



É legal isso, pois não apenas faz um efeito curioso e da uma liberdade de exploração bem maior, como permite observar o mapa clássico de "The Past" por novos ângulos. 



Essa transformação consome Energia Mágica, que já existia em "The Past" mas agora ganhou muito mais importância, pois todos os ataques especiais do personagem usam ela, e ela se regenera automaticamente agora, conforme o tempo passa. 



Todas as armas são vendidas ou alugadas por um personagem importante da história, ao invés de serem "conquistadas" nos calabouços (no lugar de armas, o personagem conquista equipamentos ou upgrades). 



Em "LBW" por exemplo, pra atirar flechas não é preciso ter Flechas, apenas equipar o Arco Mágico e atirar Flechas Mágicas, que consomem um pouco da barra de energia. As flechas são infinitas, pois não demora muito e a barra se enche novamente. Isso tira a necessidade de economizar munição, algo que ocorre em todos os Zeldas, com Bombas, Flechas e até Sementinhas... mas aqui não, já que tudo gira em torno de pura magia.



O único tipo de item que pode ser gasto e consumido (além das fadas, poções e afins que ficam nos Potes) é a própria moeda do jogo, que serve pra comprar/alugar as benditas armas. Os Rupees são tão importantes, mas tão importantes, que ao terminar o jogo é mostrado quantos você obteve durante toda a jogatina (e também quantas vezes morreu, enfatizando as fadinhas).



Os objetivos do jogo são simples de mais, na verdade, dentre todos os Zeldas que já joguei (incluindo o primeiro) esse foi o mais fácil e rápido. Existem enigmas pra caramba, pré-requisitos pras fases e as vezes se torna algo complicado de se desvendar mas, no geral, o jogo é muito simplificado.



Inicialmente, é preciso coletar 3 artefatos para assim dominar a Espada Mestra (quase um padrão de Zelda's) e então liberar mais 7 desafios (templos). Como as armas podem ser compradas ou alugadas a qualquer momento (após liberar os tais 7 desafios), a ordem desses templos não é linear, pelo menos não a maioria deles, já que tem um ou outro que só pode ser acessado depois que um determinado templo é vencido.



Todos os objetivos ficam marcados no mapa (visto na tela de baixo, como mencionei) e é possível marcar pontos com Alfinetes (bem útil). Além disso, existem personagens por toda a parte que dão dicas e pistas de pra onde ir e o que fazer. Com ou sem tais ajudas, é fácil chegar aos locais certos e na real, nenhum templo é complicado de se encontrar e, pra variar, alguns são ridiculamente pequenos (tem um, que se me lembro bem, é composto de somente 2 mapas, minúsculos).




Ainda assim, é um jogo divertido e tem suas "dificuldades"... jogando no modo Herói é claro. 



Ao terminar o jogo no modo "Normal" é liberado o modo "Herói", que fica relativamente mais difícil e traz alguns detalhes pequenos porém novos que ajudam na interpretação. Eu joguei a versão normal, e a versão herói e pra ser sincero... só percebi que o protagonista vira papel. Todo e qualquer dano que ele recebe tira praticamente todos os corações e em alguns casos (até mesmo depois de pegar o máximo de corações) é possível morrer em 1 hit. Mas... nada disso impossibilita o salvamento e confesso que zerei o jogo na primeira tentativa de acabar com o último boss, isso no modo herói mesmo.



Enfim, pode não parece um jogo muito animador mas ele é, principalmente pra quem curte o universo Zelda. Meu irmão, atualmente com 12 anos, gostou desse jogo e foi o primeiro Zelda que ele jogou (e quase zerou antes de mim, coisa que ele ama fazer com os jogos que eu compro, mas por sorte meu portátil quebrou então, azar o dele). Ou seja, sendo fan ou não, da pra curtir.

Mas agora vem a parte realmente interessante, que é o enredo. 

Lembrando que a melhor forma de contar uma história Zelda, é falando dos personagens, 

link



O primeiro personagem, obvio que é o protagonista, o cara sem nome que nós nomeamos de "Link" porque virou o padrão, que tem seu nome citado parcialmente no título, pela segunda vez na franquia.



Apesar de ser uma continuação direta do "The Past", o link que vemos em "LBW" não é o mesmo. Ele até tem suas ligações, como o fato de viver na mesma casa do link anterior, ser canhoto e ser predestinado a se tornar um herói.



Mas, as semelhanças acabam ai. Link trabalha para o Ferreiro de Hyrule como um estagiário com problemas de assiduidade, pois dorme mais do que tudo. Ele também é bem conhecido pela galera de Hyrule, ao menos os figurões o reconhecem, não por seus feitos, nem por seu nome, mas por ser preguiçoso mesmo. Ele não é nenhum herói ou guerreiro ainda... alias, suas vestes são o uniforme padrão dos Ferreiros.



Como sempre, ele não fala (sem voz para o jogador) mas tem perguntas com múltiplas escolhas e as vezes ele explica as coisas mexendo os braços, o que sugere que para os personagens ele fala, mas como é um link do jogador com o jogo, a voz dele é a voz do jogador.




O Inicio da História

Bem, o jogo começa com link tendo visões dele mesmo segurando uma espada diante o grande vilão, Ganon, que esta envolto de sombras.



Não demora muito e ele acorda, com um pirralho gritando. Esse era o filho do Ferreiro que estava acordando o preguiçoso link pra ir trabalhar.



No trabalho, link encontra o chefe dos soldados de Hyrule recebendo uma encomenda, que vai embora e esquece sua espada. Daí sobra pro estagiário levar a espada pro seu dono. Detalhe: Os soldados de Hyrule usam Lanças pois somente os melhores soldados podem empunhar Espadas, e ao que parece, só tinha um soldado que o fazia, que era esse chefe dos soldados.



Ao levar a arma pro Castelo, link descobre que o guarda não voltou ainda e que aparentemente havia desviado para a Igreja pra falar com o Padre. Ao chegar à Igreja, link testemunha o grande vilão capturando a mocinha, transformando-a em um Quadro e declarando suas intenções: Enquadrar todos os Descendentes dos Sábios.



Equipado com a Espada, link até tenta ajudar, mas é rapidamente derrubado. Quando ele acorda, está em sua casa, são e salvo, porém acompanhado de um cara vestido de coelho rosa.



Esse cara diz que achou link e o salvou, levando-o para uma casa abandonada que ele encontrou. A suposta casa abandonada é a casa de link mesmo, que o Coelho invadiu. Ao descobrir que coincidentemente o cara que ele salvou era o dono da casa, o coelho pede permissão para ficar la por um tempo. Claro que link permite, e como presente ele ganha um bracelete velho e fedorento, que era um item precioso para o dito coelho.



Daí, link vai até o Castelo de Hyrule para avisar a princesa Zelda sobre o vilão da vez. Ao falar com Zelda, ela pede para que link impeça os planos do vilão. Além disso, Zelda da a link um Colar da Coragem, um de três artefatos ancestrais, que era protegido pela família real. Com isso, link vai em busca de um cara que Zelda indica que pode ajudar, e esse cara diz pra link encontrar mais um dos descendentes dos Sábios, que estava investigando um templo onde alguém suspeito havia sido visto.



Mas ao chegar no templo, link vê que a entrada está lacrada e só seria possível avançar usando um Arco e Flecha que coincidentemente, o Coelho Rosa tinha. Ele empresta pra link continuar sua missão... e ai a história segue, com link encontrando o Sábio (que se recusa a ser salvo e entra primeiro no templo) e no final, encontrando o vilão, que transforma o sábio em mais um quadro e desafia link para uma batalha.



Link é derrotado novamente, e só pra garantir, o vilão transforma ele em um desenho, prendendo-o na parede para sempre... 




Entretanto...



O Bracelete do Coelho Rosa começa a reagir e tira link da parede, além de oferecer a habilidade de se transformar em desenho e andar pelas paredes sempre que quiser.



Ele volta pro Castelo de Hyrule, pois o vilão disse que sua próxima vítima seria a própria Zelda, mas chegando la, ele se depara com uma barreira de cores maligna que impedia a passagem. Pra sua sorte, ele tinha um dos 3 artefatos necessários para poder empunhar a espada dissipadora do mal: a Master Sword.



Daí link vai em busca dos outros 2 artefatos em dois templos, ambos lacrados e com acesso restrito a armas específicas. Pra sorte de link (moleque sortudo de mais), o Coelho Rosa havia transformado a casa dele em uma loja de Armas, lotada de armas para aluguel.



Link recebe até um desconto, e com essas armas consegue coletar os Pingentes da Sabedoria e da Força, mostrando-se apto para empunhar a espadona que estava escondida na floresta.



Com a espada, link quebra a barreira do Castelo e encontra o vilão mais uma vez, que captura Zelda e a transforma em um quadro.



Daí rola luta e, link perde de novo, pois o vilão foge por uma fenda estranha escondida atrás de uma cortina num quarto Real. Link o segue, indo parar em outro mundo, um mundo sombrio e devastado, numa versão distorcida do Castelo de Hyrule.



La, link encontra o grande vilão mais uma vez, e descobre que todos os descendentes dos sábios e a princesa Zelda de bônus, já haviam sido capturados e transformados em quadros.



Pra piorar, o vilão invoca o poder de Ganon e o liberta das sombras, absorvendo a Triforce da Força e a energia maligna e fod0na de Ganon, se transformando em um vilão ainda mais poderoso. Só que...


Uma princesa aparece, a princesa desse mundo, e usa seus poderes para prender o grande vilão e teletransportar link para um local seguro em seu mundo. No processo, a princesa explica o que esta fazendo e pede a link para resgatar os 7 quadros dos Sábios e assim liberta-los, para no fim conseguir poder suficiente para derrotar o grande vilão.




Daí começa o jogo de verdade, com o herói buscando nos 7 templos os 7 descendentes emoldurados.



Sem mais delongas, o herói salva os sábios, recupera o poder da Triforce da Coragem, vence o vilão, descobre um segredo macabro sobre a princesa e no fim, tudo termina bem pra todo mundo.


Resumindo é isso, mas agora vou falar de cada detalhe do jogo, ao descrever os demais personagens.

Zelda



A princesinha em apuros que carrega a Triforce da Sabedoria e da nome ao jogo é, como sempre, um dos personagens que aparece menos, mas tem maior importância, afinal ela é a suprema líder do reino de Hyrule... alias, a Princesa Zelda atual mais parece a Rainha Zelda, considerando que não há um Rei em Hyrule.



Em LBW, o rei de Hyrule deixou de existir. Zelda tem sua tutora, Impa, o que indica que ela ainda não é a manda chuva majoritária, mas... ela ta sozinha, e isso é bem ilustrado só pelo fato de haver apenas 1 trono. Em "The Past", da pra ver dois tronos logo na abertura do jogo onde é mostrado o rei morto, mas em "LBW", você encontra apenas 1 trono e pronto... logo, só temos Zelda. Mas isso não insinua nada, pois em alguns Zeldas tem rei, outros não, e isso é normal pra Hyrule (só nunca tem rainha) então ta beleza.



Zelda tem visões de link salvando o reino, e ela faz questão de orienta-lo assim que preciso... mas ela é capturada pelo vilão. Ainda assim, mesmo impossibilitada de se mover ou comunicar telepaticamente à distância, Zelda consegue ajudar link quando ele fica cara a cara com ela, bem no final do jogo, usando seus poderes para criar uma arma... mas vamos por partes.



Zelda é encontrada 3 vezes no jogo: A primeira vez é após o primeiro ataque do vilão, onde ela entrega o Amuleto/Pingente/Artefato da Coragem. Ela o faz pois em suas visões ela via o herói e esse item era um dos pré-requisitos para que o herói avançasse. No caso, se Zelda não tivesse dado isso pra link, ele jamais teria conseguido pegar a Master Sword, pois o item ficaria preso dentro do Castelo de Hyrule. Pra sorte de link, Zelda sabia que algo ruim estava por acontecer e resolveu precaver confiando logo de cara no futuro herói.



O segundo encontro ocorre após link obter a espada, mas ela é capturada e transformada em um quadro, igual todos os sábios. É legal destacar a Triforce que aparece pintada em sua mão. Justamente a parte da Sabedoria (triângulo inferior direito) é a única colorida, pois essa é a Triforce cicatrizada em Zelda.



A terceira aparição de Zelda ocorre no final, antes e após derrotar o chefão. Zelda aparece no quadro e tem sua Triforce extraída na base da força... com isso, ela ficaria enfraquecida correto? Errado! Zelda permanecia sob a benção da Triforce da Sabedoria, e mesmo sem ela, Zelda consegue ajudar link, como desenho mesmo, dando um Arco da Luz de Desenho. Essa é a única arma que link pode usar quando está dentro das paredes, e é a peça chave pra vencer o chefão.


Depois disso, Zelda se liberta e bem, eu vou deixar pra falar disso no final da análise.

Ravio



Em todo Zelda existe um acompanhante pra link, seja direta ou indiretamente, e quem assume esse papel é um misterioso personagem que ocupa sua casa: Ravio, o Coelho Rosa.



O cara é crucial pra toda a aventura, pois sem ele, sem suas armas e principalmente, sem seu Bracelete, Hyrule já teria virado ateliê de vilão.



Ravio apesar de ser muito útil, também é bem mercenário, dando altas facadas no bolso de link. Todos os itens que ele aluga são caros, e quando ele libera a compra, o valor sobe ainda mais. Por sorte, é possível terminar o jogo sem fazer compras, apenas na base do aluguel... o ruim disso é que, sempre que link é derrotado, uma estranha criatura que acompanha Ravio faz questão de recolher todas as armas alugadas.



Daí é preciso alugar tudo de novo, o que consome um tempo lascado (e grana), as vezes até mesmo atrapalhando a conquista de um templo. Mas, todo mundo sai ganhando com esse sistema, afinal link tem as armas que quiser a hora que quiser e Ravio lucra legal com isso.




Agora, quem é Ravio? Quem é o seu amiguinho voador? Simples: Link Invertido e um Ooccoo. 



Spoiler monstruoso esse mas, nem tão surpreendente assim, pois é fácil perceber que o Coelho Rosa na verdade é uma versão alternativa do Herói de Hyrule, principalmente quando o outro mundo passa a ser visitado.



Ravio é o herói do mundo de Lorule, a versão espelhada de Hyrule. Mas, com base nos eventos que ferraram com o universo de Lorule, Ravio fez o inverso que link faria, e fugiu para outro mundo. Curiosamente, a covardia de Ravio foi o que aumentou a coragem de link, e no final, graças ao Herói de Lorule e suas armas, link salvou ambos os mundos.




Confuso? Ah para, não é tão difícil de entender... mas eu explico:

Existe um universo inverso ao universo em que Hyrule existe. Nesse universo, há um reino chamado Lorule, com direito a sua versão da princesa, sua versão do herói, sua versão do vilão e por ai vai.



Mas, tudo nesse mundo é basicamente invertido. Não chega a ser o extremo da inversão (tipo quem é bom no mundo de Hyrule não é necessariamente mal no mundo de Lorule) nem tem inversão geográfica "total" (os mapas são mais ou menos os mesmos, Norte continua sendo Norte, Sul continua sendo Sul, mas alguns detalhes, algumas condições climáticas e até mesmo símbolos são invertidos). 



Bem, havia um herói nesse mundo, um cara de cabelos Pretos com uma quedinha por um uniforme de Coelho Cor de Rosa. Esse cara tinha tudo, várias armas personalizadas (com detalhes de coelho rosa... é...) e ao que tudo indica ele era agitado e muito bem instruído. 



Porém, um dia, deu merd4 em seu mundo, e ele se aproveitou de uma brecha e escapou pro recém descoberto outro mundo: O universo de Hyrule. 



La, ele decidiu buscar por ajuda... sem buscar por ajuda. Ele passou a espalhar suas armas para possíveis heróis e, no local onde geograficamente localizava-se sua casa, ele encontrou a casa de link, coincidente e convenientemente o herói de Hyrule, o que facilitou tudo pra ele.



Ravio só precisou confiar nesse herói e compartilhar suas armas e acessórios com ele, e assim tudo terminou bem pra todo mundo.



Bem, quando eu disse que Ravio era "instruído" é no sentido de que ao que parece, ele já teve várias aventuras (apesar de exalar covardia e ganância). O que indica isso, além do senhor arsenal que ele possuía, é seu amiguinho (ou amiguinha) Shirio.



Essa criatura de aparência incomum, sem semelhantes, é definitivamente um Ooccoo. Essa raça é característica de "Twilight Princess", que é apresentada pela primeira vez na franquia como sendo supostamente a "Raça mais próxima das deusas, até mais que os hylians". Ela tem como principais habilidades o poder de voar e de teletransportar coisas ou pessoas facilmente, principalmente quando há um Ponto de Retorno Pré Definido. 



O que vemos em Shirio é justamente isso... ele(a) pode ir automaticamente pra qualquer ponto em que link esteja e pegar as armas, não importa se ele esta no mundo de Hyrule ou Lorule. Ele não sofre qualquer interferência e facilmente consegue voltar pra Ravio, seu ponto de retorno.



Sua aparência física não é exatamente igual a dos Ooccoos em "TP", mas há de se considerar a enorme diferença gráfica e visual entre LBW e TP. O que se destaca em Shirio é sua simples forma bicuda unicolor com olhos vermelhos, asas diretamente na cabeça e perninhas de ave.


Os Ooccoos são criaturas com Cara de gente e Corpo de Galinha, com Olhos Vermelhos (bem perturbador, eu sei) mas, os filhotes dos Ooccos são Cabeças Narigudas com Asas e Olhos Vermelhos. 



A descrição é praticamente a mesma, tanto em habilidades quanto física, e apesar de não serem exatamente iguais, tantas semelhanças não são em vão... (sem contar que os Ooccoos que aparecem e interagem em TP são comerciantes... bem parecido com a atual profissão de Shirio.)



De alguma forma, Ravio virou brother de um Ooccoo e com ajuda dele, estabeleceu uma conexão facilitada entre os dois mundos. Claro que isso só foi possibilitado graças as ações do grande vilão que abriu uma fenda dimensional no Reino Sagrado de Lorule, mas... ainda assim, Ravio e Shirio são uma dupla perfeita (como sempre, herói e seu parceiro).


Tecnicamente, Ravio é link vestido de Coelho Rosa. Isso lembra muito a transformação pela qual link passa ao entrar no mundo das sombras quando inocente...



Então, ao que parece acharam interessante a ideia de por um Coelho Rosa como simbolo do inverso de link, e talvez, pensando de uma forma geral, o Coelho Rosa, por ser o "eu interior" e "espírito animal" de link de Hyrule, é o "eu exterior" de seu oposto, o qual sente orgulho da forma fofinha. Isso pode ser mero easter egg também, mas como foi algo tão enfatizado e repetido, é difícil desconsiderar algo assim... 



Apesar de Ravio usar sua forma Coelho por orgulho estético, ele faz algo que link não fazia: Ele usa armas. Isso não é feito durante o gameplay, mas as armas que Ravio vende vem todas com uma descrição de uso, que mostra claramente Ravio em ação (são as imagens acima). Então, Ravio personifica a completa inversão de link, onde sua fraqueza é sua força e vice-versa. 

Bem, no final de tudo, Ravio volta pro seu mundo, ao lado de sua princesa, e é ai que ele revela sua identidade.


Hilda



A princesa de Lorule é também a versão alternativa de Zelda. Ela é poderosa, ela ajuda link, mas ela é um dos vilões.



Na realidade, Hilda bola uma bela estratégia para por as mãos na Triforce. Sim, o objetivo dessa vilã é obter a Triforce, as três partes, e usa-la para corrigir o erro que os Sábios (ou antepassados reais como ela chama) de seu mundo cometeram: Eles destruíram a Triforce.



No universo de Hyrule, por muito tempo a Triforce foi um item cobiçado e almejado pelos mortais, que chegaram a guerrear por ela. Um dia, os Sábios usaram seus poderes para selarem a Triforce em um templo. Essa história é contada no inicio do jogo, e também há quadros dentro do castelo que ilustram a grande lenda.



Só que a história fica bem misturada, pois quem quer que tenha feito tais quadros, juntou a história do selamento da Triforce com a prisão de Ganon, com a destruição de Ganon (Sim, misturaram a parte do selamento antes de "The Past" com a destruição após "The Past") e com a divisão da Triforce. Foi uma mistureba, mas o que importa é que a Triforce do mundo de Hyrule se dividiu em 3 com o desejo de link no final de sua aventura em "The Past", e uma ficou na mão de Zelda, uma na mão de link e uma na mão do maldoso Ganon. (Ps.: Como era tecnicamente impossível que os do reino de Hyrule lembrassem dos feitos de link, talvez os envolvidos mantiveram suas memórias, como as Sábias e Zelda, mas ao registrar e passar a história pra frente, eles misturaram tudo)


Curiosamente, esse fato não é revelado em "The Past", onde a "Divisão da Triforce" não é nem ao menos mencionada, porém (credibilizando minha teoria) em LBW isso é dito, claramente, e até ilustrado. Claro que é tudo uma lenda e até mesmo essas ilustrações estão fora de ordem e contexto, mas o que importa é que de fato, a Triforce se dividiu em "The Past".



Bem, no mundo de Hilda, no universo de Lorule, a Triforce teve outro destino: Os Sábios (eu chamo assim) de Lorule usaram suas vidas pra destruir a Triforce, acabando assim com toda a guerra... porém, mal sabiam eles que a Triforce era o pilar que mantinha o universo de pé, e ao destruí-la, todo o mundo de Lorule começou a ruir.



Isso fez Hilda e o herói praticamente desistirem de lutar, até que uma fenda foi descoberta e explorada graças ao vilão real do jogo, e Hilda encontrou uma forma de resolver tudo. Ela descobriu que um outro mundo existia, e a Triforce dele ainda estava intacta... ou quase. Hilda decidiu usar o vilão pra capturar os Sábios e libertar Ganon, que estava com um dos fragmentos.




Depois, usando esse mesmo vilão, ela o manipulou para capturar Zelda e assim, extrair outra parte da Triforce...



E por fim, usando também o vilão, ela atraiu link para seu mundo, orientou ele a reencontrar e reunir os Sábios e assim, conquistar a Triforce da Coragem, que ela também iria obter. Claro que, na última parte as coisas deram errado e apesar de link obter a triforce dele, o vilão trai Hilda e o herói ganha uma chance de vencer. 



Depois de link derrotar o vilão e libertar todos os quadros, Hilda ainda tenta pegar a Triforce na base da força, mas seu antigo herói Ravio aparece... 



E a convence de que o que ela havia decidido e sua grande ideia era justamente o que eles tentaram destruir ao destruírem a Triforce de seu mundo. (A ajuda que Ravio foi buscar em Hyrule não era pra deter apenas Yuga, mas Hilda também... ele podia dizer isso pra link, facilitaria bastante).



Nesse momento, Hilda abandona a loucura e assume seus erros, além de abraçar seu destino e ajudar link e Zelda a voltarem para Hyrule, trancando posteriormente a fenda pro seu mundo e separando permanentemente os dois universos.




Daí, Hilda e Ravio esperam, dessa vez juntos, a destruição de seu mundo, que eles mesmos provocaram.


Mas as coisas não tinham terminado ainda...

Yuga


Esse é o tal verdadeiro vilão. Ele é um personagem transgênero que tem uma fraqueza por Quadros. Ele viaja até Hyrule através de uma fenda dimensional encontrada no Reino Sagrado Invertido de Lorule e caça cada um dos Sábios, seguindo os planos de Hilda, e também captura Zelda.


Yuga não só fez isso, mas também pichou os muros do castelo, espalhou criaturas pra todo canto e afetou drasticamente tanto a realidade de Lorule quanto de Hyrule. Seu objetivo era saciar sua sede por pintura e também, obter o poder lendário de Ganon.


Curiosamente, Yuga talvez nem conhecia a história de Ganon e sua relação com a Triforce, mas ao longo de sua caçada ele descobriu bastante coisa e acabou mudando seus planos, traindo sua princesa, Hilda, induzido inclusive pela própria Hilda.


Inicialmente, quando Yuga aparece, seus planos são claramente capturar os Sábios e transforma-los em quadros pra sua coleção, mas, no final do jogo, ele ta empolgado com a invocação de Ganon e absorção de seu poder, a Triforce da Força.


Quem queria a triforce era Hilda, mas Yuga ficou atraído pela possibilidade de realizar qualquer desejo e assim, decidiu roubar a Triforce na última hora e ignorar o plano original.


Mas provavelmente, tal decisão só se tornou real por conta da influência de Ganon, visto que ao absorver a Triforce da Força, Yuga também é possuído por Ganon.


Yuga não é muito forte (é o chefão mais enfrentado no jogo, mas é o mais fácil de derrotar). Ele usa sua habilidade de pintar com magia e se transforma em desenhos a hora que bem entende. É assim que ele derrota link no primeiro encontro, que acaba batendo contra a parede ao invés de lhe acertar.




Ele pode dar vida a sua arte e criar ataques e criaturas mágicas, só desenhando. É assim que ele luta durante o segundo encontro. 


E até criar clones de desenho. É dessa forma que ele tenta acabar com link no terceiro encontro antes dele se transformar num monstro grande e possuído.


Mas sem dúvidas o melhor ataque dele é a capacidade de transformar os outros em meros desenhos, algo que não funcionou com link graças a Ravio, e ainda rendeu uma senhora habilidade.


Ainda assim, ele não é um desafio para link, que o derrota facilmente quando bem equipado, mesmo com ele usando a forma de Ganon e a Triforce da Força. Mas, Yuga também absorve a Triforce da Sabedoria...


É justamente nesse momento que ele trai Hilda, pois o plano original era usar Ganon pra enfraquecer e derrotar link e posteriormente, extrair a Triforce da Coragem recém obtida por ele, restaurando a Triforce e realizando o desejo que consertaria seu mundo.


Yuga simplesmente ataca Hilda, transforma ela num quadro e extrai a Triforce da Sabedoria que ela havia extraído de Zelda. Daí vira bagunça, uma batalha entre Força+Sabedoria versus Coragem começa, e por incrível que pareça, ela não é difícil.


Yuga não era forte, pelo contrário, era uma criatura fraca (considerando todos os upgrades) e cai fácil. Ainda por cima, a Triforce da Sabedoria permanece respondendo à Zelda, permitindo que ela invocasse o tal Arco da Luz de Desenho e assim, Yuga é completamente apagado.


No final de tudo, Ganon volta ao selamento e a Triforce da Força se junta novamente aos outros fragmentos... por um tempo.

Ganon



Apesar de Ganon aparecer, e ter sua forma e sua triforce usada de cabo a rabo, ele não chega exatamente a participar da história. Yuga usa sua forma e sua força, e é influenciado por ele por um tempo, mas ainda assim, Ganon permanecia selado e depois que Yuga é derrotado, ele volta pro mundo das Sombras...




Ah é, tem isso: O mundo de Hilda não é o Mundo das Sombras.



Lorule tem criaturas, trilha sonora e aparência muito semelhante ao Mundo das Sombras mostrado em "The Past", porém, não é o mesmo mundo. Na verdade, o mundo de Lorule é o "Mundo Invertido", sendo a inversão exata do Mundo da Luz, o de Hyrule.



Porém, com a destruição da Triforce Invertida e a abertura de várias fendas dimensionais por causa de Yuga, o Mundo das Sombras acaba afetando e influenciando o Mundo Invertido, fazendo ele passar por um tipo de fusão dimensional, bem parecido com o que acontece em "TP".



Coisas como o fato dos monstros que surgem em Lorule serem taxados como "Criaturas de outro mundo", sendo que são os mesmos monstros que aparecem em "The Past", no mundo das Sombras, e também o fato de Ganon ser libertado de seu selamento, sendo que tal selamento era justamente no Mundo das Sombras, confirmam que o mundo de Lorule só era mais um reino amaldiçoado, e não o próprio mundo das sombras.



Digo isso pois eu mesmo achava que era o mundo das sombras, e que Hilda era uma ancestral de Midna... mas ao ver o final, tudo ficou bem claro...

No final, depois que Hilda e Ravio se unem, Zelda e link conhecem seus Doppelgangers e são mandados de volta ao mundo de Hyrule, eles ficam frente-a-frente com a Triforce Completa.



Daí, eles tocam nela e desejam que a Triforce Invertida voltasse a existir, o que restaura o Mundo Invertido e faz ele ficar muito bonito, iluminado e praticamente idêntico ao Mundo da Luz.



Até mesmo a arte do jogo muda, e o que parecia ser a Sombra da Triforce ganha cor, virando o Reflexo da Triforce.



Logo, o Mundo das Sombras e seu "Rei" chegam a participar da história, mas nenhum nem outro é completamente presente. Alias, como link e Zelda fizeram outro desejo à Triforce, ela se dividiu novamente, ficando uma parte em Zelda, uma parte em link e uma parte em Ganon. No caso de Ganon, mesmo selado em outro universo, ele ainda estava na mesma linha do tempo então, a Triforce podia ir pra ele, e era a escolha correta, pois o último cicatrizado vivo era ele (Yuga havia morrido). 

Detalhe: Fica evidente o fato de que a história é completamente alterada e mexida ao longo do tempo, pois nos créditos surge Zelda e link, alterando os quadros do castelo, que contavam a história de Hyrule. Não foi a primeira vez, nem seria a última que a história contada seria diferente da história vivida, e a alteração feita pelos dois é uma ilustração infiel aos fatos.




Olhe mais de perto, veja o que incluíram ao lado dos sábios:



Pensando dessa forma, a história de LBW não muda nada na Cronologia. A Triforce permanece dividida, o selo de Ganon permanece intacto, os Sábios continuam vivos e o Mundo da Luz não é modificado. A única coisa que muda, é o fato de surgir mais um universo com possibilidade de gerar outros universos, pois a Triforce Invertida volta a existir com Triforce da Covardia, da Fraqueza e da Ingenuidade...




Piada a parte, até que faz sentido nomear as partes da Triforce Invertida dessa força, pois pense comigo:

Ravio era um Covarde, visto que fugiu de seu próprio mundo e alugou/vendeu suas armas para que outro herói fizesse aquilo que ele não se achava capaz de fazer.



Hilda era Ingenua (pra não dizer coisa pior) por acreditar que seus planos superavam qualquer falha, e que podia confiar em males para que seu mundo sobrevivesse.



Yuga era Fraco, não apenas fisicamente, mas mentalmente (pois foi facilmente manipulado por Hilda e por Ganon) e também ele tinha sua obsessão por Quadros e Pinturas, o que é de certa forma uma "fraqueza por arte".



Os três eram o inverso de Zelda, link e Ganon (essa última tem um porém... explico no final), e consequentemente, eram os detentores oficiais das respectivas partes da Triforce Invertida, caso ela fosse usada pra um desejo em seu universo... algo que acho que eles não fariam, pois ela era perigosa... então se usar a lógica eles esconderiam a Triforce de alguma forma, para que o mundo de Lorule não sofresse com a possível destruição novamente.

E essa meu caro, é a história. O que faltou? Bem... tem a encheção de linguiça (rs). 

Na verdade, há muitos personagens secundários e monstros, que de uma forma ou outra influenciam no enredo. Falarei dos Sábios, pois cada um abrange um grupo de personagens, o que facilita resumir e destacar os mais importantes da história.

Zeres


Como sempre (ou pelo menos na maioria dos Zeldas) há os descendentes dos Sábios. A primeira descendente encontrada por link em LBW é Zeres, um tipo de freira/sacerdotisa que trabalha/vive na igreja atrás do Castelo de Hyrule.



Ela é a primeira vítima de Yuga, sendo a primeira transformada em Quadro. Alias, apesar de todos os Sábios serem capturados por Yuga, nem todas as capturas são testemunhadas por link. Na verdade, só duas ocorrem na frente dele, ou seja, 5 dos 7 sábios são capturados paralelo a aventura de link.



Zeres não contribui com nada para link e seu arsenal, mas é por conta da captura dela que link obtém o Lampião e tecnicamente, a Espada, pois após conversar com Zeres, ela entra na igreja e a porta é trancada por dentro, exigindo que link desse a volta por uma passagem secreta no Cemitério e assim, chegasse a Igreja. Pra ajudar a se defender dos inimigos no subsolo, link usa a Espada do Guarda que ele iria devolver.



Curiosamente, essa igreja é cheia de passagens secretas, pois em "The Past", o herói passa por uma passagem subterrânea com a princesa Zelda, para tira-la do castelo em segurança.




Referência a parte, quando link encontra Zeres já é tarde de mais e ela vira um Quadro.



Depois disso, a aventura prossegue até link ser enviado por Hilda para resgatar os Quadros dos Sábios, e ai ele volta a se encontrar com Zeres, no final de um dos templos em que os Quadros foram parar. Por alguma razão que não é explicada, os 7 Quadros dos Sábios se separam pelo reino de Lorule, e todos eles são "defendidos" por Chefões, em Templos... vai entender.




O Templo de Zeres é uma versão invertida da Floresta Sagrada onde a Master Sword ficava. No caso, é bem parecido (praticamente idêntico) a mesma versão do Mundo das Sombras, até a música é a mesma. Esse templo consiste em um Subterrâneo na Floresta Morta, que é acessível por Buracos e Escadas. 



Dentro dele tem mortos clássicos do universo Zelda, e alias, os Gibdos (múmias) viram Stalfos  (esqueletos) quando queimam! É a primeira vez que ligam as duas criaturas (LBW até parece em alguns momentos ser uma verdadeira zoeira com o universo Zelda, por isso essas coisas são até desconsideráveis).



Algo a se destacar, é o fato de na fase haver uma Mão Fantasma que persegue link e caso o pegue, leva direto pro inicio da calabouço. Essa Mão Fantasma também aparece nessa mesma situação e com essa mesma consequência em "The Past", o que muda é que ela também pode ser manipulada para ajudar o personagem, pois como ela vem de cima e cai com força, ela pode bater em inimigos, quebrar objetos e até acionar dispositivos em plataformas acima do personagem. É bem interessante, e usa bem o sistema "3D" pois usa e abusa da noção de profundidade oferecida pelo game.



Depois de enfrentar o Chefão (falarei de todos depois), surge o quadro de Zeres, que assim que é tocado por link, liberta ela e a leva direto pro Reino Sagrado, um espaço isolado onde os sábios ficam (primeiramente mostrado em OoT).



Em termos de ligação, Zeres é filha do Padre de Hyrule (sem importância) e também, parece ter um vínculo com o Guarda Real (o dono original da Espada que link usa no começo) e principalmente, ela tem um vínculo com Dampé, o Coveiro que aparece uma vez ou outra nos jogos (tem em OoT e em outros games) que responde como um tipo de serviçal dela... mas eles tem quase a mesma cara. 



Ps.: Esse foi, em meu gameplay, o 4° Templo dos Quadros visitado.

Guri



Pra ser honesto, o primeiro descendente dos Sábios que link encontra é Guri, filho do Ferreiro e quase um irmão pra ele. Só que, Guri não sabia que tinha ligação com os Sábios e só descobre isso depois de ter sido capturado, o que ocorre longe de link, e também, link só descobre da captura de Guri muito depois, quando Yuga faz seu ritual, pois ele aparece entre os quadros. 



Tecnicamente, muitos dos personagens com quem link interage somem pouco tempo depois, e claro, é óbvio deduzir que foram capturados por Yuga, mas tudo só é revelado durante o ritual de invocação mesmo. Até la, Guri apenas desaparece e deixa sua mãe muito preocupada.



Guri quem acorda link no começo, ele quem o guia até o Ferreiro e também, ele quem o ensina a "Salvar". Alias, tem isso também: Há Estátuas de Aves que Salvam o Progresso, como em "The Past". Mas eu falo disso melhor no final.



Esse garoto também é quem oferece uma Bolsa Maior pra link, assim ele pode usar duas armas ao mesmo tempo (Y e X saca). A bolsa é encontrada por link no local onde Guri ficava brincando com animais, um local que em "The Past" também era visitado por um jovem, que nesse caso tocava flauta e encantava animais.




Eles também tem até certa semelhança física...




Os dois personagens podem ter alguma ligação, mas não faz a menor diferença.



Depois de capturado, o Quadro de Guri é posto em um templo em ruínas ao Leste do castelo de Lorule, mas antes mesmo de entrar no templo, link precisa passar por Guardas de Lorule, no que mais parece uma prisão.



Passando pelos guardas sem ser visto ou pego, link chega ao templo, que é muito escuro e cheio de passagens ocultas que só podem ser visualizadas na total ausência de luz, mas com o fogo do lampião bem fraco... ele tem que estar equipado para certas coisas aparecerem mas não pode estar em uso, pois assim o fogo ilumina de mais. É bem curioso, mas isso é possível pois link anda com alguns dos objetos recém utilizados pendurados em sua roupa, e no caso do lampião, ele ilumina também nesse estado, mas só um pouco.




Enfim, passando por esse templo, link liberta Guri e parte pro próximo. No meu gameplay, esse foi o 2° templo visitado.




Os personagens conectados a Guri são seus pais e um ferreiro, sendo que sua família era dona e gerenciadora da Ferraria, e é onde a Master Sword pode ser temperada com alguns minérios especiais encontrados em alguns dos Templos. É um dos upgrades opcionais do jogo.



Osfala



Bem, o segundo sábio que link testemunha a captura é Osfala, que se mete a herói e tenta resolver as coisas sozinho. Ele fica sabendo de alguém suspeito andando pelas ruínas ao leste do Castelo de Hyrule (o equivalente oposto ao templo do Guri), e vai la verificar. Só que, nesse meio tempo, a primeira sábia era capturada e ele era o próximo alvo.



Link até consegue chegar até ele a tempo de avisa-lo, mas ele estava equipado com o "Cajado das Areias", uma arma emprestada por Ravio, e fica todo confiante, ignorando link completamente.



Esse é o segundo templo que link visita no jogo (considerando o subterrâneo da igreja) e quando link alcança Osfala dentro do templo, ele ta cara-a-cara com Yuga, que o captura facilmente.



Nesse momento ocorre a primeira luta contra Yuga, que link até vence, mas ele apela pra transformação em desenho e prende link na parede. É ai que o Bracelete de Ravio reage e permite os movimentos de link mesmo em sua forma desenhada.



Pois bem, o Quadro de Osfala é escondido por Ladrões na vila reflexo de Kakariko, ao Oeste do castelo de Lorule, e link precisa acessar uma base secreta dos ladrões, através de uma senha (que da pra decifrar na base de tentativa e erro, mas há vários personagens que dão dicas pela cidade). La dentro, link enfrenta criaturas monstruosas e liberta uma Ladra, que ele guia até a saída.



Curiosamente, essa fase não só se localiza praticamente no mesmo lugar de uma fase bem parecida em "The Past", como o fato de boa parte dela se resumir a guiar uma garota até a saída, lembra a missão da "Falsa Sábia" de "The Past", que no final virava o chefão (um Vampiro). 



Nesse caso, a Ladra é uma garota de verdade, mas link precisa enfrentar o chefão ao cair numa armadilha. Após vencer, a Ladra leva ele até uma casa perto do esconderijo que ela tinha a chave, e o Quadro de Osfala (junto com um Coração) é obtido e ele é liberado.



Com isso, o "Cajado das Areias" é recuperado por Shirio e Ravio, e fica disponível para aluguel/compra, o que consequentemente permite a passagem por um templo específico que precisava do Cajado das Areias.




Esse templo foi o primeiro que visitei em meu gameplay (durante a busca pelos Quadros dos Sábios).



O principal personagem conectado a Osfala é o Sahashalah, o velhinho que vira e mexe aparece nos Zeldas, e apesar de sábio ele não é um dos Sábios ou ressurreição deles. De toda forma, ele ajuda com conselhos, e aqui é ele quem orienta link a buscar a Master Sword. Tem também uma velhinha que eu não vi significado ou importância alguma, apesar de ser ela quem redireciona link ao templo, depois de Sahashalah falar basicamente a mesma coisa.


Airin


No caminho até as ruínas na tentativa de salvar Osfala, uma bruxa cruza o caminho de link. Ela aparece duas vezes, procurando algo, e na segunda vez ela para e diz que link é justamente quem ela procurava.



No caso, uma vidente havia dito que ela "Deve cuidar do verde" para se dar bem, e é justamente isso que ela faz, cuidando e ajudando link, o jovem herói de verde.



A ajuda que ela dá é uma das mais úteis, pois ela oferece sua Vassoura como meio de transporte gratuito para qualquer ponto marcado (Pela Estátua de Ave) no mapa. E mesmo depois dela sumir, a vassoura permanece ajudando link, por conta da magia de Airin.



Airin desaparece pois é capturada por Yuga durante a busca de link pelos itens pra poder empunhar a Master Sword. Depois disso, ela só é reencontrada já transformada em Quadro, durante o ritual de invocação do poder maligno de Ganon e a Triforce da Força.



O templo em que o Quadro de Airin fica preso é um dos com acesso restringido, pois é preciso usar o Cajado das Areias e o mesmo estava preso junto com Osfala. Claro que, libertando Osfala, o Cajado também é liberado e o acesso pro templo de Airin é possibilitado. O templo fica numa região desértica e é o único calabouço dos Sábios que é completamente visitado no Mundo de Hyrule,



Obs.: O monstro da imagem... é uma hilaria piada com relação ao "The Past", pois la, essa mesma criatura aparecia, porém parecia apenas uma criatura de areia com braços, quase um fantasma, mas, com o Cajado das Areias, da pra tirar ele do chão, e ele sai de sunguinha vermelhinha... e ainda pra variar ele sai correndo (talvez de vergonha)... é uma tirada bem legal.



O Chefão, e o Quadro de Airin, ficam no Mundo de Lorule, mas o calabouço e a Porta do Chefão ficam no Mundo de Hyrule. Como o acesso ao Chefão é impossível por Lorule, link passa pelo respectivo mapa em Hyrule e no fim, enfrenta o chefão, em Lorule mesmo. É curioso, pois novamente isso lembra o calabouço equivalente ao de "The Past", que também contava com mapas inversos nessa mesma região (Deserto no mundo da Luz, Pântano no mundo das Sombras).



Os personagens ligados a Airin são a Bruxa, que compra itens para suas poções e também vende essas poções (além de preparar poções especiais dependendo do número de itens que link oferece) e uma Vidente, que certamente foi quem disse para Airin ajudar link, que da dicas de pra onde ir e o que fazer, quando fazer e até como fazer (é opcional).



No meu gameplay, o Templo do Deserto (ou o Templo de Airin) foi o último que visitei, justamente por ficar bem escondido e ser de difícil acesso.



Rosso



Tecnicamente esse é o único Sábio que não tem ligação com qualquer outro personagem. Na real ele é o mais excluído de todos, mas há uma razão, alias duas, pra falar dele agora (após Airin).



Primeiro, Rosso é o sábio que contribui com um dos equipamentos mais básicos de link: As Luvas, tais quais permitem que ele levante pedras pequenas. Pode não parecer muito mas, apesar da maravilhosa habilidade de andar dentro de paredes, pedras ainda são um obstáculo chatinho para link, e a única forma de lidar com elas é removendo-as.



Rosso simplesmente da as luvas pra link, sem pedir nada em troca (ta, ele até fala pra link ajudar ele com a remoção de pedras mas, nada obrigatório). Isso tem certa ligação com o Templo do Deserto pois é nesse templo que as Luvas Prateadas são obtidas, ou seja, é nesse templo que link aprimora as Luvas de Rosso, pra um modelo mais antigo e mais poderoso, que levanta Pedras Grandes.



Esse é um dos itens obrigatórios pra se passar pelo próprio Templo do Deserto, ou seja, é crucial pro encerramento do jogo. Rosso é importante assim... outra coisa dele é que ele reside praticamente na frente da Montanha da Morte, e cara, é impossível não comparar a fisionomia dele com a dos Gorons, pois além de parecer uma versão Hylian dos Gorons, ele ainda carrega o emblema deles (Simbolo do Fogo).



Eu não falei dos gorons ainda nessa análise, mas, pela terceira vez irei mencionar a semelhança entre os Deadrock e os Gorons, quase como se eles fossem os antepassados dos Gorons, tipo a forma bruta antes deles se desenvolverem e criarem uma sociedade.



Provavelmente, Rosso teve o dedo nisso ai... talvez ele tenha treinado os Deadrock ou influenciado eles ao longo do tempo, tipo, ele tem certo apego por rochas, as vezes ele explorou um pouco a Montanha da Morte, conheceu e ajudou os Deadrock e depois de um tempo, mesmo após sua morte, os pedrinhas foram se desenvolvendo e seguindo os passos de seu mentor. Saca, nas histórias sobre colonização no mundo real e evolução também, isso já ocorreu, onde povos receberam influencia e desenvolveram sua cultura com base em outros povos mais desenvolvidos. Vai saber...



Rosso foi capturado por Yuga paralelo a aventura de link, e outro fator que me faz conectar ele com o templo mencionado anteriormente é que, apesar de não haver uma ordem pra se visitar a maioria dos Templos dos Sábios, a maioria dos jogadores deixa o Templo do Gelo pro final, sendo ele o último visitado, e é esse o templo de Rosso. Curiosamente, eu deixei o Templo do Deserto pro final e o do Gelo foi o penúltimo que terminei em meu gameplay... e em termos de dificuldade, eu confesso que o do Gelo é bem mais complicado.



Trata-se de um templo escorregadio e em forma de torre, onde as salas precisam ser literalmente manipuladas constantemente pra que outras salas ganhem novos acessos. Tecnicamente, o mapa inteiro é na vertical, de cima pra baixo e baixo pra cima, com um ou outro desvio pros lados. O pior é o chefe dele, que é um bicho tenso de mais de derrotar.



Esse templo fica na Montanha da Morte de Lorule, que é coberta de neve e gelo, o que é o inverso da aparência da Montanha da Morte de Hyrule, que é quente, com lava e pedras explodindo pra todo canto. Esse é o mapa que melhor exemplifica a diferença entre Mundo da Luz, Mundo da Sombra e Mundo do Reflexo. A versão da montanha no mundo da Sombra é apenas diferente da versão da Luz, enquanto no Reflexo é basicamente o inverso.


É na Montanha da Morte no mundo de Hyrule que o segundo templo do jogo (do Amuleto de Fogo) fica. Mas, não é na mesma posição do Templo onde o Sábio fica.



Na real, no lugar desse calabouço, surge uma mulher estranha no Mundo do Reflexo, que abre um tipo de "Torre dos Desafios" onde é preciso enfrentar e derrotar vários e vários monstros em salas consecutivas.




Enfim, o Quadro de Rosso é resgatado no final do templo do Gelo, após ferrar com o Chefão, sem nada de especial. 



Não vejo conexão dele com qualquer outro personagem que aparece na montanha, no templo ou no próprio jogo, o que me força a conecta-lo aos deadrock (nos créditos até aparece um cara que ta sendo "treinado" por Rosso, mas o mesmo personagem quando encontrado no gameplay não tem nada haver com ele).


Ps.: Repare que o local em que Rosso aparece nos créditos finais é justamente, a Montanha da Morte, exatamente o mesmo local de uma das fotos mais acima...
Oren



Outro Sábio que é crucial para a aventura de link, é a Rainha Zora, Oren. Ela quem providencia o equipamento necessário para link poder nadar e mergulhar. Alguns dos locais mais importantes só podem ser acessados através da água, e com os Pés de Zora isso se torna possível.



Um dos dois primeiros templos alias, só pode ser acessado depois de obter esse equipamento, o que tecnicamente implica na impossibilidade de concluir ou prosseguir sem a ajuda da rainha Zora. Mas, para conseguir isso, é preciso ajuda-la também, e link faz isso.



Um ladrão (versão oposta da ladra do primeiro Templo dos Sábios mencionado aqui) pega uma joia muito importante para a beleza de Oren. A joia mantinha ela confortável, sem ela, ela fica totalmente depressiva e comendo feito louca, o que a deixa enorme...



Mas, quando link obtém a joia de volta e a devolve pra rainha, ela volta ao normal. É também nessa passagem do jogo que link pode obter (é opcional) as Botas de Corrida, item que o próprio ladrão usava pra se mover e fugir com facilidade. Ele da pra link caso ele o pegue de surpresa (e com o poder de andar pelas paredes isso fica bem fácil).



Bem, depois de ajudar Oren, ela decide sair pra nadar com alguns Zoras e é ai que ela é capturada por Yuga. Depois disso, ela só é vista novamente já transformada em Quadro de Oren.



O templo onde ela foi guardada é aquático e lembra muito o respectivo templo em "The Past". A diferença é que ele não recebe qualquer influência do mundo da Luz, e é um templo dividido em níveis de água.



Lembra bastante o Templo da Água de OoT, mas é menos chato e bem mais fácil, pois apesar de link poder "Mergulhar", ele não precisa passar a fase de forma submersa (o que é sem dúvidas o que deixa a fase da água de OoT chata).



Os personagens que possuem conexão com Oren são os Zoras, tanto os bonzinhos quanto os malzinhos. Sim, existem Zoras inimigos (como em "The Past" e em Zeldas mais antigos) mas também existem aliados (que são apenas personagens que podem conversar e dar dicas). O que difere eles, além do fato dos inimigos só aparecerem na água enquanto os aliados só aparecerem no solo, é o fato da Rainha Zora deixar bem claro que alguns de seu povo não se adaptaram ainda às "novas regras".



Sustentando um pouco a teoria da evolução, a Rainha Zora estabeleceu um Reino para os Zoras, um pouco simples ainda, mas com direito a soldados e súditos. Mas, o povo Zora ainda estava se adaptando e socializando. Nem todos concordavam ou aceitavam, e por isso se colocavam como inimigos. Curiosamente, eles não estavam tão errados assim em tentar se proteger (afinal, um hylian entrou na sala do trono e roubou uma joia só pra começar a brincadeira) mas, eles estavam começando a vida como "Raça Social", para quem sabe um dia tentar resolver as diferenças na base da diplomacia.



Onde isso entra na teoria da evolução? Bem, da mesma forma que os Zoras estavam se desenvolvendo pouco a pouco, os Gorons também o fariam. Lembre-se que inicialmente, Zoras nem falavam, eram inimigos e não tinham qualquer reino. Eles tinham seu habitat, tinham seus domínios, mas não tinham consciência social. Porém, já em "The Past", alguns pequenos traços de civilização começaram a surgir, como o Grande Rei Zora e a venda do Pé de Zora...



Em LBW, já há uma rainha com súditos e eles já até começam a ser tornar mais pacíficos, mesmo que ainda sejam poucos os que adotaram essa nova postura. Aos poucos, eles vão evoluindo e se adaptando, se tornando inclusive Anfíbios. Tudo isso leva ao povo Zora mais refinado de OoT e TP.



Da mesma forma, os Gorons estavam nesse processo evolutivo, mas digamos que eles estavam alguns séculos de diferença em atraso com relação aos Zoras. 


Tanto que, os Gorons que aparecem em OoT ainda não estão completamente civilizados, tendo um idioma mais rústico e até hábitos mais selvagens, mas em TP, que se passa um bom tempo após OoT, os Gorons já conseguem se comunicar perfeitamente, tem uma economia própria e até usam e abusam de Fontes Termais, um recurso natural da Montanha da Morte que eles descobriram.


Em meu gameplay, o Templo da Água foi o quinto visitado.



Impa


Por fim, temos a Sábia Impa, personagem recorrente na franquia Zelda, que aqui é uma velhinha tutora e guardiã de Zelda. Ao que parece, Zelda não tem mais mãe, nem pai, e Impa é aquela que a orienta e aconselha, além de ser quem controla as coisas no castelo, como quem entra, quem sai, e os guardas.



Sei disso pois ela quem ajuda link a se encontrar com Zelda, quando o mesmo foi barrado pelos guardas. Ela disse e a palavra dela era lei. Ela autorizou o encontro e por conta disso, Zelda conseguiu entregar o Amuleto da Coragem pra quele que era o suposto herói. 



Impa é capturada depois que o castelo é coberto pela magia de Yuga, e foi o último sábio transformado em quadro. Depois disso, link vai pros templos da Força e da Sabedoria pra recolher os outros dois amuletos e pegar a Master Sword, e ai, link destrói a barreira de Yuga, entrando no castelo.



Depois do Ritual de Yuga, o Quadro de Impa vai parar no Templo da Tartaruga de Fogo. 



O templo tem o formato de uma Tartaruga Gigante, tem um chefe que é uma Tartaruga e ainda por cima, só é possível entrar nele depois de ajudar uma mãe Tartaruga a encontrar seus filhos, que se empilham pra formar uma torre/escada de acesso pro templo.



Enfim, Impa se conecta aos Soldados de Hyrule e a Princesa Zelda, sem mais nada de importante a destacar.




O terceiro templo que visitei foi o de Impa.

Finalmente, falei de todos os personagens que importam e de certa forma, resumi uma boa parte do jogo. No final, durante os créditos, os Quadros dos Sábios são mostrados, no que parece ser a Ordem Correta dos Templos, mesmo que isso não seja uma obrigação ou regra. Também é mostrado como cada um dos sábios terminou.

Agora, falarei dos Chefões, pois basicamente, cada chefão encerra cada fase, e não tem forma melhor de descrever, destacar e resumir algo do que separar pelo ponto em comum, que nesse caso são os Chefões. Isso também significa que resumirei as fases/templos... ou seja, vou explicar melhor cada uma das fases e passagens do jogo, e os chefões que as encerram.

Seguindo a ordem em que visitei os templos:

Encontro com Yuga Parte 1 - Primeira Captura




Como mencionei ao falar de Zeres, o primeiro templo não é bem um templo, e é bem simples, sendo o subterrâneo do cemitério que levava pra uma passagem secreta pra igreja.



O mapa é pequeno, curto, sem chefões e nada além de ratos e cobras, mas de certa forma é a primeira dungeon. O Chefão, por assim dizer, é Yuga, mas ele não chega a ser enfrentado nesse encontro, ele apenas vira desenho, derruba link e da no pé.


Encontro com Yuga Parte 2 - Segunda Captura




Depois de contar as novidades pra Zelda, link vai buscar por conselhos do velhinho Sahasralah que fala de Osfala e do risco que ele tava correndo. É ai que surge o verdadeiro primeiro templo da aventura, que é um local escondido nas ruínas, bem parecido com o respectivo mapa em "The Past"... 



Não é só "parecido", é praticamente idêntico, mesma música, mesma estrutura, tudo igual, porém modelado pro novo gráfico.


Aproveitando pra falar das armas, é nesse templo que o Arco alugado é usado, e é um pré-requisito tanto para passar pelo mapa, quanto para derrotar o chefe.


O chefe também é Yuga, e dessa vez ele luta, mas é derrotado facilmente e foge, transformado em desenho. 


Antes disso, é quando ele transforma link em desenho, dando um poderzinho novo sem querer.

Templos dos Amuletos



Sabendo que Zelda era o próximo alvo (Algo que Yuga diz no final da luta), ele vai tentar salva-la mas, encontra a grande barreira impedindo sua entrada. Daí, ele vai atrás dos outros Amuletos, já que ele já tinha um (o de Zelda) e ai aparecem os dois próximos Templos, que podem ser visitados na ordem que o jogador desejar e eu visitei da seguinte forma:

Primeiro Templo: A Casa No Lago




Pra entrar no templo, link precisa conseguir os "Pés de Zora", nadar até ele, e usar uma arma nova chamada "Cajado do Tornado", ou como eu gosto de chamar "Helipterozinho de Folha". É uma arma que cria um Turbilhão, fazendo link voar pro alto varrendo tudo que tiver no olho do furacão.


Essa arma é pré-requisitada para acessar e passar por esse templo, e também é extremamente importante pra derrotar o chefão...



O segundo chefe (desconsiderando as múltiplas aparições de Yuga) é esse monstro, que mais parece uma bayblade com olho.





Ele gira e gira, indo de um lado pro outro, e só pode ser derrotado quando seu olho é golpeado, mas, para isso, é preciso destruir sua base, na espadada. Ele é formado por várias bases e quanto mais perto do final a luta fica, mais bases ele invoca, ficando alto como uma torre.


Quando ele fica sem bases, seu olho abre, e pra ataca-lo é preciso voar pra cima dele, usando o Helicopterozinho.



Vencendo,  o segundo Amuleto é conquistado, o da Sabedoria.



Segundo Templo: A Torre da Montanha




Esse é o templo da Montanha da Morte de Hyrule, e é praticamente igual ao respectivo templo em "The Past". Ele tem como pré-requisito uma das armas de Ravio, que também é vista e usada em "The Past": O Martelo.




Com ele, link esmaga uns monstros/botões que jogam ele pra cima. Por ser uma torre, o chefão fica no último andar, la no topo, e link sobe com ajuda dessas criaturas que mais parecem trampolins com carinha. 



O efeito 3D funciona muito bem, e junto com os novos movimentos de link (andar pela parede por exemplo) da pra ter uma nova perspectiva de um mapa que já apareceu no jogo anterior. É irado ver a torre do lado de fora e o efeito de profundidade... 


Claro que não exatamente o mesmo mapa, mas ainda assim passa uma sensação nostálgica, principalmente quando se vê o chefão...




É o mesmo chefão do respectivo mapa em "The Past", e até a luta é parecida, onde o monstro pode derrubar link a qualquer momento e recuperar toda sua energia, reiniciando a luta. É diferente dos outros chefes, pois só ele tem esse esquema de encerrar a luta com um simples empurrão. Normalmente, ao cair, link respawna automaticamente no último local em que esteve, mas nesse mapa, cair significa voltar 1 andar (ou mais...).


A luta é a mesma de "The Past"... sendo preciso esquivar dos ataques e acertar a ponta da cauda do chefão (pois seu corpo é imune a golpes) até ele mudar de cor e morrer.


Não é difícil, mas é complicado se manter no ringue, e no caso de queda, tudo volta do início (pro chefe, pois link permanece com o HP que tiver).


Vencendo, surge o último Amuleto, o da Força.



Encontro com Yuga Parte 3 - Última Captura

Ao conseguir os amuletos e a Master Sword, link tenta salvar Zelda mas já é tarde de mais, ela é transformada em quadro e rola lutinha contra Yuga, sem nenhum resultado positivo pois mais uma vez, ele foge. 


Porém, link o persegue e ao passar por uma fenda misteriosa, ele chega no mundo de Lorule e assiste a Invocação do Mal...



E ai Hilda aparece, segura Yuga possuída por Ganon e pede pra link correr atrás dos Quadros dos Sábios. Assim começa a verdadeira aventura, onde link visita os 7 Templos dos Sábios.



Templos dos Sábios

Não há uma ordem certa, então esses são os templos na minha ordem:

Primeiro Templo: A Cova dos Ladrões



Link precisa acertar a senha pra poder entrar... e eu acertei de primeira, por isso ele foi o primeiro.




Nele, o objetivo de link é ajudar uma Ladra a fugir. Da pra ver ela logo em sua cela no andar de baixo, mas pra chegar nela é preciso dar a volta, pois por incrível que pareça, link não sabe pular. Raros são os jogos em que ele consegue pular...




Libertando ela é só meio caminho andado, pois é preciso leva-la até a saída em segurança, e uns monstros aparecem pra tentar captura-la o tempo inteiro.




No final, a mocinha não é na verdade um "vampiro" (como no "The Past"), ficando apenas presa do lado de fora da sala do chefão...



Blind é o mesmo inimigo enfrentado em "The Past", que eu chamo de "vampiro" por causa das presas. Eu mal o reconheci, pois não só seu designe mudou, como a forma de enfrenta-lo. O que o mesmo chefe do Reino das Sombras ta fazendo no Reino do Reflexo... depois eu explico isso.


De qualquer forma, Blind é um dos chefes mais interessantes, pois pra enfrenta-lo é preciso desarma-lo. Ele tem uma defesa absoluta com seu escudo, então é preciso tirar o escudo dele. Algo que é fácil pois ele coloca o escudo na frente do próprio rosto e não vê link entrando nele com o poder do desenho... 


Daí ele procura, e link sai atrás dele, apunhalando legal pelas costas. quando ele se da conta que o escudo ta mais atrapalhando que ajudando, ele joga fora e vai na espadada.



Então ele precisa perder a espada, para no fim perder a cabeça... literalmente.




Ele arremessa sua cabeça enquanto seu corpo ataca (sendo esse o único momento que lembra sua batalha em "The Past") e por fim, ele fica vulnerável.



Ao ser derrotado, a porta abre e a ladra leva link até o quadro de Osfala.

Segundo Templo: A Prisão das Sombras



Eu chamo de prisão porque tem guardas por todo lado e caso eles vejam link, eles o prendem.




Mesmo assim, esse nem é o templo de verdade, é apenas a condição das Ruínas no Mundo de Lorule, que virou um local completamente protegido e de acesso restrito. Porquê? Grana.



Fica fácil de entender isso depois de passar pelo templo, o escuro templo onde o Lampião é indispensável...



E encontrar o chefão...



Gemesaur nada mais é que o Helmasaur depois de ganhar na loteria.



Ele tirou o Capacete/Máscara (Helm) e passou a se enfeitar com Rupees, só pra ostentar.




Bater nele significa ganhar dinheiro, pois caem Rupees de diferentes cores de sua armadura a cada golpe causado, e no final, quando ela quebra, voa dinheiro pra todo lado.




Daí ele faz jus a fase em que esta e luta no meio da escuridão total... ainda assim da pra vencer, apesar dele ficar doidão de um lado pro outro num breu...




Ele morre no fim, e todo o dinheiro do templo passa a ser de link. O templo era enfeitado em homenagem a essa criatura, que era endeusada pelos monstros, talvez por ser tão rica. No final, o Quadro de Guri estava atrás de uma máscara feita à imagem de Ostentasauro...

 

Terceiro Templo: A Tartaruga de Fogo




Na região da água, no mesmo mapa em que a Casa do Lago do Helicopterozinho fica em Hyrule, tem um templo em Lorule, que só se torna acessível após ajudar a família tartaruga.


Mas só isso não é tudo, é preciso usar o Cajado do Gelo, uma das armas comercializadas por Ravio, para congelar a lava e andar através dela.


Entrando no templo, ele tem o formato de uma Tartaruga, onde até o mapa mostra isso, e o Cajado de Gelo é a arma principal para congelar e abrir caminho.



No final, o chefão da as caras... ou "a cara"... comparado a sua versão anterior.




Não é a primeira vez que um monstro Tartaruga Gigante enfrenta link, e em "The Past" uma criatura chamada "Trinexx" era um dos últimos chefes, poderosíssimo e apelão, com 3 cabeças de elementos diferentes. Pois é, Grinexx é apelão também, mas só tem um elemento, e uma cabeça, sendo um chefão completamente de fogo.




Derrota-lo é complicado pelo fato dele ser imune a qualquer golpe, já que nem fica no campo de batalha. Ele fica embaixo da grade que serve de chão, e em meio a erupções do próprio templo, ele ataca com todo fogo que tem. Mas, há buracos por onde ele passa, onde o gelo derrubado pelo Cajado de Gelo pode acerta-lo, congelando-o.




Depois de congelado algumas vezes, ele cansa de se esconder e vai pra cima da grade.



E é congelado mais algumas vezes, enquanto tenta se defender girando feito louco e jogando fogo.




O gelo é uma das coisas que mais causa dano, mas ele também sofre pra espadada, e pra dizer a verdade a coisa fica tensa mesmo quando ele começa a morder, onde ele estica a cabeça e uma única mordida arranca todos os corações. 


Essa característica é um resultado do Modo "Herói" e o dano elevadíssimo dos monstros, mas mesmo no modo "Normal" a coisa é complicada.



Vencendo ela, surge o Quadro de Impa.

Quarto Templo: A Floresta dos Mortos




Falando melhor da floresta dos mortos, eis o templo que se localiza em Lorule geograficamente no mesmo local em que a Master Sword repousava em Hyrule, seguindo exatamente o mesmo padrão de "The Past" e o mundo das sombras. O que muda, é que ficou bem mais simples e curto.




Do lado de fora tem ossos e monstros como Poe's (Fantasminhas), e há entradas escondidas que levam pro mapa de baixo. Alguns buracos levam pra pontos estratégicos que dão acesso a plataformas ou coisas do tipo. 


Um dos Minérios pra Refinar a Master Sword fica justamente em um desses buracos.




Dentro do solo, tem monstros mortos aos montes, mas o principal inimigo é a maldita Mão Fantasma, que pode tirar link do calabouço com um único tapa.



Apesar disso, o mapa não é complicado, nem demorado, e no final, surge o chefão...



O chefão desse templo é a Armor Hand, que eu chamo de "Mãozona".




Ela é uma versão maior, tunada e com olhos das Mãos Fantasmas, só pra variar.




Ela é bem forte, e ao invés de agarrar link, ela esmaga ele. 



Mas, ao errar alguns tapas, ela tenta socar link com tudo e, usando o poder de virar desenho, ela bate com tudo na parede e fica atordoada.




Atordoando ela e dando várias espadadas, ela muda de cor até finalmente explodir. E assim, o chefão que na minha opinião é o mais legal de LBW morre... de um jeito que lembra Super Smash Bros...


Mas ainda assim é um chefão bem original.

Quinto Templo: O Templo da Água



O templo da água é o mapa onde o Gancho é a arma essencial, tanto pra acessa-lo quanto pra passar por ele.




Além de ser usado pra agredir as criaturinhas aquáticas, o Gancho também é utilizado pra mover os niveladores de água, o que define quanta água tem em cada região, liberando ou bloqueando acesso a determinados locais. É simples e nada irritante, mas ainda assim essa foi uma das fases em que mais demorei pra passar, não por ser chata, mas por ser... amaldiçoada. Fases da Água te fazem ver dificuldade mesmo onde não tem... ta na água.




Pelo menos, é na fase da água que uma das armaduras que melhoram a defesa de link esta, e foi graças a ela que o jogo ficou um pouco mais fácil (no modo herói ela faz uma senhora diferença). O esquema de troca de roupas pra aumento de defesa é comum em Zelda, e eu só consegui a de cor Azul... mas sei que tem Vermelha também, que é a melhor.

No final da fase, chega o chefão...




Arrghus no começo se protege com olhos bolhas mutantes... é esquisito... mas até comum em Zelda. Ele também era um chefe em "The Past" e tinha exatamente o mesmo estilo de luta. O Gancho é a peça principal pra destruí-lo, pois puxa o olhos que o protegem e o expõe. 




A luta é até que bem simples, pois é só tirar um a um dos olhos até ele enlouquecer...



Daí ele começa a pular pra cima de link...



Até tentar apelar pra um ataque que explode o chão várias vezes.



No fim, ele morre na espadada mesmo, e nem é difícil.



Daí aparece o quadro de Oren.

Sexto Templo: A Torre de Gelo




Esse templo fica na Montanha da Morte de Lorule e só é acessível com o Cajado de Fogo, que pode ser alugado ou comprado no Ravio também. 




O Cajado de Fogo cria um turbilhão de fogo que queima a entrada e tudo que toca, inclusive link, ou seja, é uma faca de dois gumes.




O mapa é um tipo de labirinto na vertical, com plataformas que conectam os andares e um monte de bruxinhos fantasmas pra incomodar. 




Vale a pena destacar as Estátuas Linguarudas e os Quadros de Gelo, que eram coisas encontradas em "The Past" também na fase de gelo, que era em outro ponto. não na montanha da morte. No caso, os Linguarudos são dispositivos que ativam armadilhas ou segredos, e os Quadros (como eu chamo) são monstros que se disfarçam de quadros e atacam quando link chega perto. 




E tem os Pinguins Verdes, que dessa vez ganham até um "Mini Chefe". Eles eram criaturas encontradas também no templo de Gelo de "The Past", que se mudaram pra Montanha da Morte em Lorule. 



O mapa é complicado, cheio de caminhos que se constroem conforme link movimenta tudo derretendo coisas...



Depois de tacar fogo pra todo lado (e só deus sabe como consegui entender esse mapa) o chefão aparece...




Ele leva um nome muito parecido com um chefe muito parecido de "The Past", pelo menos em sua forma conceitual... o Kholdstare, um Olho envolto de Gelo.




Ele é uma criatura na forma de um Olho com Pelos (é assim que eu o vejo), envolto de gelo que, com o Cajado de Fogo, vai derretendo até deixa-lo vulnerável.


Mas, sem gelo ele fica pulando de um lado pro outro, e como o chão é escorregadio, é difícil alcança-lo pra bater. Na melhor das alternativas, o Cajado de Fogo é a melhor arma contra ele nessas horas (por causar o maior dano) mas, ele é bem chatinho de toda forma, e depois de um tempo pulando ele simplesmente invoca o gelo tudo de novo...


Ele muda de cor conforme apanha, e começa a apelar... jogando cristais de gelo...



E também criando Triângulos Lasers da Morte... é uma loucura.



Mas no final, como todo chefão, ele morre.



E o quadro de Rosso aparece.

 Sétimo Templo: O Pântano de Areia



O último templo é o que precisa do Cajado das Areias, que tava com Osfala e só passa a ser alugado por Ravio depois que é recuperado junto de Osfala. O templo porém se divide em dois: O Pântano e o Deserto. Apesar do Deserto ficar no Mundo de Hyrule, é através dele que se chega ao chefão que fica no Pântano, no Mundo de Lorule. É o único mapa em que é preciso atravessar o templo pelo mundo da luz.




O Cajado abre caminho criando pontes e plataformas com a areia, que fica extremamente sólida.


É uma das armas originais de LBW, e é uma das mais interessantes de se usar, apesar da limitação de só surtir efeito total na areia. Ela até pode ser usada no solo comum, mas só causa atordoamento.



Bem, passando por cima, ou pelas laterais das colunas de areia, link consegue atravessar o mapa sem muitos problemas (eu só me toquei que dava pra me fundir às paredes de areia também quando meu irmão me falou... até la tentei andar sempre por cima, e as vezes era bem difícil.)



Depois de pegar a Luva Melhorada, link consegue chegar à porta do Chefão... mas...




Ela leva pra um local sem chefão e com uma Fenda Dimensional apenas. Ah, algo que esqueci de mencionar é que Yuga acabou rachando a realidade, criando várias e várias fendas dimensionais por todo o reino de Hyrule e Lorule, que conectavam ambos. É através delas que link viaja entre os mundos, e também por elas que Yuga invocava seus monstros (as fendas passam pelo Mundo das Sombras)




O chefão estava depois da Fenda.

 

Eu chamo de "Planta da Areia", esse é um chefe em forma de planta com olhos, que sai da areia.



Mas ela permanece fechada até link começar a sentar a espada na coitada.



Ela abre as pétalas pra atacar e ai a coisa fica complicada.



Ela joga esporos, mini plantas voadoras, e um Solar Flair estilo Pokémon...




Ela também consegue engolir link, igual uma planta carnívora mesmo. Talvez ela inclusive seja uma ancestral das plantas carnívoras mais constantes nos Zeldas atuais.



Mas no final ela morre, a areia movediça do campo de batalha se solidifica e o Quadro de Airin aparece.



Esse é o último Quadro dos Sábios, e após ele, link consegue a Triforce.



Castelo de Lorule

Equipado com a Triforce da Coragem, link se vê capaz de retornar para o Castelo e finalmente ajudar Hilda a destruir Yuga e Ganon.




Hilda libera a entrada pro Castelo de Lorule, mas era só o começo do fim ainda. Dentro do Castelo, havia mais uma dungeon, composta por 4 calabouços diferentes, com determinadas armas pré-requisitadas. Por sorte, em meu gameplay eu fechei a loja de Ravio, então já tava com o inventário com todas as armas, e algumas até Refinadas, então sem problemas com aluguel. Ainda assim, não é tão fácil...




O esquema da porta pro chefão selada com o símbolo de 4 chefes lembra muito Wind Waker, e a porta do chefão final também... o que difere são os chefes, e claro, a dificuldade. É bem mais fácil em LBW, pois dos chefões, 2 são sub-chefes. Eu não falei dos sub-chefes pois não considerei nenhum importante, mas aqui vou falar deles, ou só o básico deles, pois são como monstros comuns. Não há uma ordem pra se acessar as portas, mas 2 delas precisam ser acessadas primeiro pra liberar os próximos andares.

Primeira Porta


A Primeira Porta usa a Bomba como arma especial. A Bomba não é essencial pra nenhum dos chefes, apesar de ser muito útil pra todo o jogo, então tecnicamente é o único momento em que ela é indispensável, se desconsiderar o fato de haver "monstros bomba" no mapa. 


Alias, existem duas armas que não são importantes: Bomba e Bumerangue. Elas são tecnicamente dispensáveis... apesar da Bomba ser importante pra eliminar inimigos e abrir passagens e locais secretos. Resumindo: O Bumerangue é 800 Rupees de desperdício. 


Pois bem, o primeiro chefão é Moldorm, na cor Roxa e num mapa que se fecha com o tempo. 


É um espaço muito pequeno pra enfrentar uma criatura que anda pra todo lado loucamente e mata com o toque...


Mas com o poder de andar nas paredes combinado com as bombas, fica fácil.



Vencendo, o primeiro selo da primeira porta se acende.



Segunda Porta


O segundo calabouço não tem nenhuma arma especial, e exige sincronia entre os movimentos de link e observação. Basicamente, é preciso usar plataformas que se acionam com a proximidade de link para levar Bolas com Espinhos até botões ou outras Bolas com Espinhos.


O objetivo é abrir caminho e conseguir chaves, e link consegue depois de muito esforço.




Mas, o chefe dessa vez é só um mini-boss, uma versão maior de uma criatura elétrica que se divide com golpes. Sem nenhuma dificuldade, link a derrota... apesar do mapa em si ser desafiador, pois o solo se mexe.


Depois de atacar ela ela se divide em varias criaturas menores que são derrotadas rapidinho.



Vencendo, o segundo selo da segunda porta se acende.



Terceira Porta


Essa dungeon eu demorei horas pra passar, pois me enrolei todo na dica pra fase. É mostrado o simbolo do Lampião, o que sugere que só ele era essencial, mas na verdade era preciso usar a bomba pra apagar uma tocha, e eu só descobri isso depois do meu irmão menor me dar dicas... enfim...


A fase é escura e com um chão invisível que se torna parcialmente visível apenas à luz do Lampião. Além disso, Paredes surgem quando a luz se apaga, o que exige memorização do caminho no escuro para execução na luz.


Apesar de não ser complicado, há uma parte que só da pra passar com a tocha acesa, sem as paredes, mas só da pra acessa-lo estando do outro lado da plataforma invisível quando a tocha se apagar. Mas, não tem como apagar a tocha de longe, pois ela fica fora do campo de visão... Foi ai que meu irmão teve a ideia de usar a bomba e... era isso mesmo. A Bomba também apaga a tocha (vai entender... ela explode fumaça só pode), e tem que apagar usando essa artimanha.


Bem, tudo isso é preciso só pra pegar a chave pra poder lutar contra o chefe... e quando ele aparece...


É um Soldado de Lorule com Armadura Pegando Fogo Que Usa Uma Bola Com Espinhos Incendiária!




A luta ainda acontece num chão invisível com paredes invisíveis que impedem os ataques de link, mas não os do monstro de armadura. Apesar disso, não é tão difícil... ele congela com o Cajado de Gelo... o que ajuda bastante. Derrotando-o, o terceiro Selo se acende.



Quarta Porta


A última porta é a mais complicada pois pra pegar a chave do chefe tem que pegar dois Olhos, um deles fica após um mar de lava e é preciso usar o Gancho ou o Cajado de Gelo pra atravessar. Com o Gancho da pra usar Jangadas pra passar pela lava, puxando elas até as paredes. Com o Cajado de Gelo da pra congelar a lava e caminhar em cima dela. 


Tudo isso já é complicado, mas pra ajudar aparece a Mão Fantasma, que parece ter sido invocada só pra encher o saco. Ela atrapalha de mais, mas também ajuda, tipo na hora de ativar o botão que abre o caminho. Ela bate nele acima de link.


Pegando os dois olhos, link pega a chave e enfrenta o último chefe...



E eu desenhei algo indecente na lava, perdão.



O chefe é o dos olhos outra vez.



Depois de destruir cada um dos olhos e eliminar ele, o último selo se ilumina...



E a Porta Grandona se abre.



Final

E ai chegamos ao fim... atrás da porta tem uma sala...


Depois um corredor...


E surge Hilda com Zelda...




Ela rouba a Triforce da Sabedoria, revela seus planos e invoca Yuga.




Yuga chega chegando e mete bronca, mas link vence.


Daí Hilda tenta pegar a Triforce da Força de Yuga, mas os papeis se invertem e Yuga toma a Triforce da Sabedoria de Hilda... voltando pra luta.




Daí rola Ping Pong Mágico...


Até Yuga cair pela primeira vez e fugir pra parede...




Daí Zelda da o Arco da Luz de Desenho, e link derrota Yuga em seu próprio terreno pela primeira vez.



Usando a dimensão 2D a seu favor,.saindo pela parede enquanto Yuga defende um ataque frontal e atacando por trás.



Daí Yuga sai da parede e recebe espadadas...




Depois tenta mais uma rodada de Ping Pong Mágico...


E ao ser atingido, foge pras paredes e tenta ser mais agressivo...


O que não funciona...


E toma mais espadada...


Ai ele tenta apelar com uns ataques mágicos que saem das paredes...


E depois de fracassar rola mais Ping Pong Mágico, só que agora com 2 Bolas ao mesmo tempo...



Até Yuga cair de novo e tentar fugir pra parede, outra vez...


E ele é pego enquanto se distrai defendendo das flechadas dianteiras, por uma flecha que da a volta na sala...




E é game over pra Yuga.




Após receber o golpe de misericórdia... Yuga definha.



Hilda, e todos os demais que haviam virado quadros se libertam da maldição...


Mas Hilda insiste em enfrentar Zelda, e rola o encontro final dos dois lados do espelho.



Depois de muita conversa, Zelda e link voltam pra Hyrule e desejam a reconstrução da Triforce de Lorule: A Triforce Invertida.




E todo mundo fica feliz, menos Yuga que morreu e Ganon que voltou pro selamento.




E rola os créditos.



Todo mundo voltou ao normal, porém agora o mundo do Reflexo estava vivo novamente.


E bem, é isso.

Considerações Finais:

Sobre os monstros e chefões... a melhor resposta para a presença deles é o fato de Yuga ter aberto a fenda e explorado ela. Isso abriu o Mundo das Sombras para Lorule, e ligou os dois mundos, além de conectar com Hyrule. 



As criaturas que Yuga invoca com sua arte e os monstros que parecem trabalhar pra ele são na real, invocações vindas direto do Mundo das Sombras, igual o próprio Ganon.

Yuga não é o oposto de Ganondorf (ao pesquisar vi teorias que diziam isso), pois Ganondorf nem existe ainda. 


Yuga seria o oposto de Impa, a sábia.



É fácil perceber isso se observar as vestes dele... com o simbolo de Lorule, exatamente como as roupas de Impa. E também, antes de enlouquecer de vez, Yuga era leal a Hilda, semelhante a Impa para com Zelda. Mas, ele também é o oposto de Ganon (O mal, o Javali, não o Gerudo Ganondorf) pois tecnicamente, ele cedeu seu corpo a esse mal.


Obs.: Na boa... Yuga é nome de mulher! É errado achar estranho que esse é o nome dado a um personagem masculino?


Que mais... Então, tiveram coisas que não comentei, como os puzzles variados que há no jogo, tipo o "A Vingança das Galinhas"...


Ou o Beisebol quebra Vasos...



Ou várias dungeons com dinheiro escondido, pois são coisas para aumentar a vida útil do jogo. São passa-tempos divertidos, mas no máximo dão Peças de Coração e, as vezes não vale o tempo investido... 




Existem as fadas, e até Fadas Grandes que não fazem nada além de curar... 




E diferente de "The Past", o esquema de Upgrade das armas ficou pra outra criatura...



Um novo personagem, que parece (na real, é) uma Mãe Polvo Gigante, que se encontra trancada numa caverna, e quando encontrada oferece updates a cada 10 filhotinhos resgatados. 



A partir daí, link ganha um mapa e aparecem vários filhotes de polvo por todo o reino de Hyrule e Lorule. Mas, pra receber os Upgrades link precisa comprar as armas de Ravio.




E tem um monte de pequenas coisas que, no fim, não são importantes pro enredo... por enquanto. Tem até um esquema de "Multiplayer" usando o sistema de Street Pass do 3DS, mas eu nunca cheguei a usa-lo pois na região em que moro, só tinha eu e meus dois amigos com 3DS, e pra ajudar mais, eles nem tinham esse Zelda.

Alias, eu esqueci de falar de algo que eu considero importante pro futuro: 

Os Poes da Floresta




Ao ir atrás da Master Sword, link passa por um desafio onde ele precisa seguir, ou não seguir, determinados Poes. Tudo depende da orientação deles.



Fazendo isso, ele passa por um labirinto e chega até a Master Sword.




No final do jogo, link devolve a espada pra esse mesmo local e vai embora. Alias, no final normal, a espada é focada e aparece "Fim" enquanto no final herói, a tela acompanha link e os Sábios dão tchauzinho. Essa é a diferença de finais... só isso rs.


Sobre os Poes... eu quis deixar isso registrado pois, diferente da analise do "The Past", eu quero deixar todos os detalhes possíveis para futuras referências.


Sobre as Estátuas



LBW não é o primeiro Zelda onde só da pra salvar falando com Estátuas de Aves. Tem Majora's Mask, onde uma Estátua de Coruja é responsável pelo save-point (dentro das regras do jogo é claro) e tem Skyward Sword, onde o save é através de estátuas de Aves Endeusadas (um dia falarei disso). 



Algo curioso é que, em The Past, antecessor cronológico de LBW, essa estátua existe mas não tem nem de longe o mesmo significado.



Só há uma, e é o estado petrificado de um Pato... é meio esquisito mas é isso mesmo. O Pato pode ser invocado quando convocado pela Flauta (ou Ocarina) e leva link para diferentes pontos marcados no mapa, exatamente como Airin e sua vassoura faz em LBW. 



Só que, a estátua desaparece quando isso ocorre, e em LBW, há várias dessas estátuas "vivas" por todo mapa, demarcando locais onde pode se salvar, ou teletransportar. 



Ao que tudo indica, isso tudo é apenas uma referência à Skyward Sword (pela ideia de save), Majora's Mask (pela marcação de teletransporte) e The Past (pela aparência), o que deixa claro que LBW é um jogo voltado pra pura referência, com muitas aberturas desnecessárias no enredo, que aparentemente o ligam a outros jogos, mas na verdade são apenas easter eggs. Isso é triste... mas, existe um outro jogo de Zelda onde a Estátua da Ave aparece, e nele realmente há um enorme significado... mas isso eu deixo pra próxima.

Eu sei, ficou uma análise um pouquinho grande... mas pelo menos pra mim valeu muito a pena digitar. Foi cansativo, pois apesar de inspirado, tive de fazer o trabalho paralelo a problemas atuais e, foi complicado. De qualquer forma, eu te agradeço pela leitura. Se viu algo errado e quiser corrigir, se não gostou do que leu , se não concordou, ou se curtiu, eu agradecerei se comentar, e farei questão de responder (se eu tiver com internet rs).

9 comentários:

  1. Olá, algum dia ira fazer analise de algum Metroid?

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    Respostas
    1. Com certeza. Eu quero começar pelo meu primeiro e o mais marcante pra mim: Super Metroid... mas acho que o ideal seria começar pelo início... eu ainda estou em dúvida de por onde começar. Mas sim, farei, e será em breve. Super Smash Bros Brawl precisa de algumas informações prévias pra ficar impecável e, falar de Samus é importante.

      Só aguardar... e espero que fique legal.

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    2. Que bom, espero por suas analises pois são muito boas.
      Super metroid também me marcou muito acho um excelente jogo, mas meu preferido é metroid fusion acho q esse foi oque mais me marcou pela dificuldade q eu tive para zerar

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    3. Fusion parece legal... não joguei muito mas, antes de qualquer analise irei zerar.

      Observação: Essa semana ta complicada, todo meio de mês eu fico com o trabalho puxado por causa da folha de pagamento e isso me atrasa em analises. Mas, em breve postarei algumas coisas bem legais.

      See yah sr, e logo será a vez de metroid.

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  2. Belo post Carinha, mas não entendi a fixação desse jogo por olhos. Btw, Yuga e seus derivados podem ser nomed de homem , como Yuda...que é um travesti, mas também temos Ryuuga... que é inspirado em David Bowie que era andrógino... ok você tem razão.

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    Respostas
    1. Foi bem difícil falar dele como "ele". Eu jurava que era um personagem feminino... se não fosse por alguns personagens se referindo a ele como "homem", eu ainda o consideraria "mulher".

      Eu ainda acho o nome feminino de mais, e sei la, junto com "Hilda" ele confunde. Mas, ok.

      Obrigado por ter lido sr Tuth.

      See yah... e eu me contento com uma razão parcial kkk.

      Ah é, como assim "fixação por olhos"?

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    2. Quase todo chefe é alguma coisa aleatória com olhos gigantes ou multiplos olhos.

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    3. Ah caramba eu esqueci de mencionar isso. De fato, tudo se resume a Olhos, e até onde não tinha olho, tem olho. Tipo o chefão dos Olhos Bolhas, em The Past ele também aparece mas são fumacinhas, não olhos. Ele parece até uma fusão de 2 chefes de The Past (tem um olho coberto de olhos).

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